Após quarenta anos de apoio ao investimento público, o Fonds Africain de Garantie et de Coopération Économique (FAGACE) muda de rumo e propõe-se agora garantir empréstimos às PME. A sua Directora-Geral, Fanta Coulibaly, fala ao Jeune Afrique sobre esta mudança de rumo.
Depois de quinze anos no sector bancário da Costa do Marfim, Fanta Coulibaly foi nomeada conselheira especial de Kaba Nialé, então Ministro da Economia e das Finanças da Costa do Marfim, e depois permaneceu durante algum tempo como conselheira do seu sucessor, Adama Koné. Desde janeiro de 2017, é directora do Fundo Africano de Garantia e Cooperação Económica (FAGACE). Criado há quarenta anos e sediado em Cotonu, no Benim, o Fundo reúne catorze países africanos e pretende adotar uma nova abordagem.
Jeune Afrique: Qual é a nova estratégia do FAGACE?
Fanta Coulibaly: O Fagace nasceu da vontade de catorze Estados: os oito Estados da UEMOA, mais a República do Congo, a República Centro-Africana, os Camarões, o Ruanda, o Chade e a Mauritânia.
Durante quarenta anos, este fundo centrou-se no financiamento do investimento público, embora tenha começado a abrir-se ao sector privado há cerca de dez anos. Atualmente, encontramo-nos na versão 2.0 do Fagace: em março, o Conselho de Governadores, que reúne os catorze ministros das Finanças, decidiu centrar a sua atenção nas PME.